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INCONTINÊNCIA URINÁRIA


Segundo a Sociedade Internacional de Continência Urinária, a incontinência urinária (IU) é definida como qualquer queixa de perda involuntária de urina.

A incontinência urinária é uma patologia muito comum, que afeta muitas mulheres e homens de variadas faixas etárias em todo o mundo, gerando problemas sociais e econômicos importantes. Muitas pessoas incontinentes isolam-se do mundo, evitando contatos sociais, com medo de perder urina. Muitas também sentem vergonha de falar sobre seu problema com os médicos e familiares, sofrendo caladas.


Para que haja continência, ou seja, para que o indivíduo não perca urina, é necessário o perfeito funcionamento entre a bexiga (que é um reservatório) e a uretra (que é a via de eliminação). Esse mecanismo envolve a integridade de várias estruturas, como os músculos e ligamentos do assoalho pélvico, a inervação da região e a própria integridade e posicionamento anatômico da uretra e da bexiga.

A micção é um fenômeno muito complexo, que exige a integração de vários níveis de controle, desde o sistema nervoso central até reflexos medulares. Por isso, qualquer alteração em uma das regiões citadas acima, pode provocar disfunções miccionais.


Existem alguns tipos de incontinência urinária:


Incontinência urinária de esforço: a pessoa perde urina quando realiza algum esforço, como tossir, espirrar, gargalhar, pegar peso. O aumento de pressão intra-abdominal causado nessas circunstâncias provoca a perda de urina, que pode ser em gotas ou até em jatos de maior quantidade. Num indivíduo que tenha fraqueza da musculatura do assoalho pélvico, por exemplo, esses músculos não conseguem “fechar” a uretra quando aumenta a pressão abdominal (na tosse, por ex.) e a urina que está na bexiga “escapa”.


Incontinência de urgência: nesse caso a pessoa sente um forte desejo de urinar e não consegue controlar, perdendo urina antes de chegar ao toalete. Nessa situação, a bexiga contrai involuntariamente, fora de hora. Aqui a perda também pode variar de algumas gotas até grandes quantidades. A causa desse tipo de incontinência ainda não é exatamente conhecida. Ela aparece na chamada bexiga hiperativa, e muitas vezes em decorrência de doenças neurológicas como Parkinson e AVC, por exemplo, onde há perda do controle da bexiga.


Incontinência urinária mista: nesses casos há uma mistura dos dois tipos de incontinência citados anteriormente.


Incontinência por transbordamento. Nesse caso a pessoa não consegue urinar normalmente pela contração da bexiga e relaxamento da uretra, e acaba perdendo urina por transbordamento. Essa incontinência pode ser causada por

· Obstrução ao fluxourinário (por uma estenose uretral, por exemplo)

· Músculo da bexiga enfraquecido

· Disfunção nervosa

· Medicamentos


COMO DIAGNOSTICAR A INCONTINÊNCIA URINÁRIA?


O diagnóstico da incontinência urinária requer uma avaliação detalhada da história do paciente, com dados sobre a sintomatologia, as situações de perda, o tempo de instalação do problema, e etc. Depois é feito um exame físico para verificar possíveis alterações anatômicas e fisiológicas e testes específicos de perda urinária, para avaliar a circunstância e a quantidade da perda.

Muitas vezes é preciso descartar a presença de infecções urinárias, que podem causar uma incontinência urinária transitória.

Existem alguns exames específicos para estudar o comportamento do sistema urinário, como o estudo urodinâmico, por exemplo. Muitas vezes é através do estudo urodinâmico que se pode avaliar qual o melhor tratamento para a incontinência.



COMO TRATAR A INCONTINÊNCIA URINÁRIA?


O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico, dependendo da gravidade e do prognóstico de cada caso.

Os tratamentos conservadores são indicados nos casos em que não há necessidade de uma intervenção cirúrgica, quando a equipe considera que o paciente possa melhorar com outras técnicas menos invasivas. Existem algumas formas de tratamento conservador, como:


· Exercícios para o treinamento da musculatura do assoalho pélvico

· Eletroestimulação

· Biofeedback

· Cones vaginais

· Terapia comportamental

· Medicamentos


Quando não há bom prognóstico para os tratamentos conservadores ou quando estes não surtirem os efeitos desejados é indicada então a cirurgia.


O mais importante é procurar ajuda de um profissional habilitado para que ele possa oferecer o melhor tratamento para cada caso.


LEMBRE-SE: PERDER URINA NÃO É NORMAL E INTERFERE MUITO NA QUALIDADE DE VIDA. SE VOCÊ PERDE URINA, PROCURE AJUDA ESPECIALIZADA !!!



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